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O que 2025 ensinou: a tecnologia não está mais no centro

Perguntamos a três líderes de TI qual foi o maior aprendizado deste ano. As respostas apontam para o mesmo lugar: tecnologia viabiliza, mas não resolve nada sozinha

Mayara Zanella

December 26, 2025

Perguntamos a três líderes de TI qual foi o maior aprendizado deste ano. As respostas apontam para o mesmo lugar: tecnologia viabiliza, mas não resolve nada sozinha

Em 2025, ainda se pode pensar em tecnologia como fim ou o mercado já corrigiu essa expectativa? Foi um ano marcado pelo avanço acelerado da Inteligência Artificial, por novas regulações e por um discurso constante sobre inovação. Contudo, o que separou empresas que avançaram daquelas que apenas reagiram foi a forma como pessoas, decisões e prioridades foram orquestradas.

Para entender melhor esse movimento, fizemos a mesma pergunta a três líderes de tecnologia: qual foi o principal aprendizado de 2025? As respostas de Eduardo Mello, (Coordenador de Produto no Asaas), Cássio Almeida (Delivery Manager na Datum) e Alexandre Zanetti (CEO da Datum) partem de experiências distintas, mas se conectam em um ponto central: tecnologia viabiliza e potencializa, mas não resolve nada sozinha.

Um ano de clareza, governança e colaboração

Para Eduardo, 2025 evidenciou que “sem clareza, colaboração e responsabilidade compartilhada, até as melhores soluções perdem força.” Na visão dele, o contexto do mercado financeiro (marcado por novas regulamentações, amadurecimento do Open Finance, maior rigor em segurança e entusiasmo com IA) expôs um contraste importante. Empresas que performaram melhor não foram, necessariamente, as que lançaram mais novidades, mas aquelas que conseguiram alinhar pessoas e prioridades.

A partir disso, ele destacou alguns pontos. O primeiro foi a importância de direção clara. Times que tinham um norte bem definido erraram menos, retrabalharam menos e se adaptaram mais rapidamente. “Velocidade sem direção continua sendo um dos maiores desperdícios na tecnologia”, afirmou.

O segundo ponto foi o retorno da governança ao centro das discussões. Regulação, segurança e confiabilidade, antes tratadas como etapas finais, passaram a ocupar um papel estratégico. Para Eduardo, inovar sem governança gera custos operacionais, reputacionais e financeiros.

No campo da Inteligência Artificial, o entusiasmo deu lugar a uma visão mais madura. Segundo Eduardo,2025 mostrou que ambição sem base não se sustenta. “IA só entrega resultado quando existe base sólida, composta por dados consistentes, integrações confiáveis e entendimento claro de onde gerar valor.”

Por fim, veio a clareza de que nada disso acontece sem colaboração real entre áreas. Produto, engenharia, dados, riscos e compliance precisaram operar como uma engrenagem única. “Colaboração não é soft skill, é infraestrutura.”

Eduardo acredita que a melhor tecnologia é aquela que nasce de times alinhados, com propósito claro e compromisso coletivo com impacto.

Tecnologia como meio

Essa mesma lógica aparece na retrospectiva de Cássio, que define 2025 como o ano em que essa virada se consolidou de vez. “Tecnologia deixou definitivamente de ser o centro” Para ele, o diferencial passou a ser a capacidade de orquestrar pessoas, produto, delivery e negócio em ambientes cada vez mais complexos, regulados e acelerados. Sua chegada à Datum tornou esse aprendizado ainda mais concreto.

“Não basta ter boas arquiteturas, IA, automação ou plataformas modernas se não houver governança, clareza de decisão, comunicação madura e disciplina de execução.” Assim como Eduardo, ele destaca que times performam melhor quando existe alinhamento entre propósito, prioridades e responsabilidade. Para isso, boas intenções não são o suficiente. É preciso liderança ativa.

Outro ponto que apareceu na reflexão do Delivery Manager foi o impacto das tecnologias emergentes sobre o perfil dos profissionais de tecnologia. “Com a ascensão da IA aplicada ao desenvolvimento, delivery e tomada de decisão, soft skills se tornaram hard skills.” Aspectos que antes eram considerados diferenciais comportamentais, como escuta ativa, leitura de contexto, liderança situacional, passaram a ser competências críticas de execução.

O recado final é direto, pouco glamouroso, mas potente: “o líder de tecnologia relevante não é o que sabe mais ferramentas, mas o que reduz risco, aumenta previsibilidade e gera valor real, conectando estratégia à execução.”

 Contexto como vantagem competitiva

A reflexão do nosso CEO, Alexandre Zanetti, adiciona um recorte direto sobre o tema que invadiu quase todas as conversas esse ano: a ilusão de que basta adotar IA para gerar valor. Para ele, o aprendizado de 2025 pode ser resumido em uma frase: “contexto é tudo.” Essa constatação partiu de projetos reais. “IA não funciona sozinha. Sem bons prompts, dados organizados e entradas bem definidas, ela vira só uma promessa bonita”, explicou.

Não foram modelos mais sofisticados ou novas ferramentas que fizeram a diferença em muitas empresas. Quem soube preparar o terreno garantiu um diferencial competitivo. Para Zanetti, “quando o contexto está bem-preparado, a mágica acontece. E preparar contexto virou a grande bola da vez.”

Mas o que isso significou, na prática? Olhar menos para a adoção da IA em si e mais para aquilo que já existia dentro das organizações. Em projetos dos quais a Datum participou, o maior valor não esteve na adoção da IA, por si só. “O principal ganho foi ajudar os clientes a estruturar o conhecimento da própria empresa.”

Zanetti explica que, quando esse conhecimento passa a ser acessível, confiável e bem estruturado, a tecnologia finalmente cumpre o que promete. “A IA deixa de ser experimento e passa a ser ferramenta real de produtividade, decisão e vantagem competitiva.”

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