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November 6, 2026

Modelo de maturidade em QA: 14 squads avaliadas e qualidade padronizada em 90 dias

Com um modelo de maturidade em 5 níveis, avaliamos 14 squads e padronizamos a qualidade em 90 dias: práticas comuns de QA, planos de ação por squad, Chapter de QA e base de automação E2E.

Com um modelo de maturidade em cinco níveis, ajudamos um cliente a transformar a atuação de QA em uma prática padronizada, governada e compartilhada por todas as squads da operação.

Qualidade não pode depender de uma única área nem do esforço de poucas pessoas. Quando cada squad trabalha de um jeito, a operação perde previsibilidade, o retrabalho aumenta e fica difícil enxergar onde estão os gargalos. Foi esse o cenário que encontramos em um cliente que conta com squads da Datum na sua operação de tecnologia. Para mudar esse quadro, propusemos um modelo de maturidade em Qualidade que orienta a evolução de cada time, em vez de apenas auditar conformidade.

O desafio

O cliente achava que a atuação de QA tinha pouca efetividade. Havia espaço para evoluir na execução dos processos, na consistência das entregas e na aderência às boas práticas de qualidade.

O diagnóstico inicial confirmou esse quadro e mostrou três pontos críticos:

  • Maturidade desigual: as 14 squads estavam em níveis diferentes de maturidade, do Nível 1 ao Nível 4.
  • Baixa automação: 93% das squads não tinham regressão automatizada no pipeline.
  • Processos não uniformes: Test Plan, cenários, evidências, RDM e regressão precisavam de padrões comuns.

O diagnóstico combinou 27 perguntas de autoavaliação com 25 critérios objetivos de evidência e teve 100% de adesão das squads.

A solução

Estruturamos uma Política de Qualidade com um objetivo central: criar uma referência única de evolução para todas as squads. Com isso, a qualidade deixa de ser responsabilidade exclusiva de QA e passa a ser compartilhada por Dev, QA, Tech Lead, PO e Operação.

O modelo classifica cada squad em um de cinco níveis de maturidade, de acordo com as práticas concluídas e as evidências apresentadas:

  1. Bronze (Fundação): processos mínimos, DoR/DoD, checklist de PR e gestão básica do backlog.
  2. Prata (Gestão): code review, testes unitários, pipeline de CI e métricas básicas de bugs.
  3. Ouro (Qualidade orientada por dados): dashboards, métricas DORA, escape bugs, RCA e plano de débito técnico.
  4. Platina (Excelência técnica): testes integrados, de API, E2E, de segurança e de performance, além de observabilidade.
  5. Diamante (Melhoria contínua): Quality Champions, comunidade de qualidade, benchmarking e evolução recorrente.

A implantação seguiu um roadmap progressivo de 90 dias, pensado para reduzir o impacto na operação e gerar adoção real:

  • Mês 1, Diagnóstico e padronização: baseline, DoR/DoD, checklist de PR, política de qualidade e treinamento inicial.
  • Mês 2, Implantação das práticas: code review, testes unitários, Sonar, quality gates, dashboard e quality review.
  • Mês 3, Consolidação cultural: Quality Champions, score por squad, comunidade de qualidade e roadmap contínuo.

Na prática, o modelo funciona em um ritual mensal com quatro etapas. A primeira é o assessment, que avalia as práticas e coleta evidências. A segunda é o score, que pontua os critérios e define o nível da squad. Depois vem o plano, com as ações para o próximo ciclo. Por fim, o review acompanha os indicadores e remove impedimentos. As evidências vêm do dia a dia dos times: Sonar, pipelines, dashboards, registros de bugs, PRs revisados, atas de retrospectiva, RCAs e planos de ação.

Os resultados

A Qualidade passou a ter padrões definidos, mecanismos de acompanhamento e uma base de automação para escalar a evolução. Os principais ganhos foram:

  • Padronização: BDD, evidências, regressão e Test Plan ganharam padrões definidos e compartilhados, o que reduziu a variação na execução entre as squads.
  • Governança contínua: as 14 squads já têm planos de ação próprios, e foi estruturado um Chapter de QA para acompanhar a evolução de forma contínua.
  • Automação e eficiência: um framework E2E foi estabelecido como base para automatizar testes e padronizar a comprovação das execuções.
  • Visibilidade da maturidade: o Selo QA e os planos por squad deixam claro onde estão os gaps e quais ações cada time precisa tomar para evoluir.

O que mudou na prática:

  • Práticas: antes, cada squad seguia fluxos e práticas diferentes. Agora, todas usam padrões compartilhados de BDD, evidências e regressão.
  • Evidências: antes, eram produzidas manualmente. Agora, há um modelo único com Gerador de Evidências.
  • Acompanhamento: antes, ficava concentrado na execução. Agora, cada squad tem seu plano de ação e conta com o Chapter de QA.
  • Automação: antes, era uma iniciativa isolada. Agora, o framework E2E é a base para novos testes.
  • Responsabilidade: antes, a qualidade era tratada principalmente no âmbito de QA. Agora, ela está integrada ao planejamento e à capacidade das squads.

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Quer entender como um modelo de maturidade em qualidade pode ser aplicado às suas squads? Entre em contato conosco!

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